Aceleração Digital

Digital Evolution: a transformação digital constante

Por: Bill Coutinho, setembro 8, 2020

As espécies mais adaptadas sobrevivem, sentenciou Charles Darwin. Para Bill Coutinho, vale o mesmo para as empresas que querem sobreviver no mundo digitalizado, contanto que elas abandonem o ‘jeito de fazer’ do século passado.

É uma afirmação forte, mas verdadeira: as empresas que a partir de agora não tiverem a disposição de mudar constantemente morrerão. Se a velocidade da transformação dos negócios não era indício suficiente, veio a pandemia e escancarou que aquele mundo previsível, em que se podia fazer planejamentos de longo prazo, não existe mais. O coronavírus mostrou a fragilidade do modelo que reinou durante o século XX.

Desde que o século XXI começou, estamos trabalhando com a ideia de transformação digital e concluímos que as empresas precisam se adaptar. Em seguida veio o conceito de aceleração digital, nascido da constatação de que o mercado está mudando muito rapidamente e as empresas precisam acelerar sua digitalização.
Aí entra a Teoria da Evolução do naturalista britânico Charles Darwin: as espécies que melhor se adaptam ao ambiente são as que sobrevivem. Na transformação digital, no entanto, o mercado deixava a impressão de que haveria um objetivo final, ou seja, o processo finaliza para quem está ‘transformado’. Mas o tempo tem mostrado que a velocidade das mudanças é tão grande quanto é contínua.

Soma-se a isso a atual pandemia e nasce um novo conceito: a Evolução Digital, ou Digital Evolution. Aquelas empresas que até ‘empurravam com a barriga’ a transformação, ainda insistindo em manter o modelo do século passado, se viram diante do desconhecido. Mesmo os executivos que diziam conhecer o mercado e o cliente, com a crise, tiveram que lidar com a incerteza.

Um modelo em que descemos todos do pedestal admitindo que pouco sabemos é aquele que nos permite entender qualquer cenário e nos adaptarmos – e aqui me lembro de Sócrates, o filósofo grego, e de sua máxima “só sei que nada sei”.

O processo de evoluir digitalmente

É claro que o modelo do século XX desempenhou um papel importante. A agenda das empresas era baseada no conceito de eficiência, do Lean, o ‘fazer mais com menos’. Funcionou muito bem. Mas quando se é extremamente eficiente em algo, a capacidade de adaptação diminui. Conforme a digitalização dos negócios avançou, impérios corporativos tão tradicionais quanto a Kodak, por exemplo, se tornaram tão frágeis que ruíram. Ninguém era mais eficiente em fabricar e vender filmes fotográfico… até que ninguém mais precisou deles.

Ainda assim a agenda do ‘fazer mais com menos’ continua comum. Mas em uma sociedade em mudança constante, surge a pergunta fundamental: fazer mais o que?! A Evolução Digital nos faz perceber que é mais importante descobrir continuamente o que o mercado espera de um negócio do que a forma mais eficiente de o fazer.
Pode-se assim concluir que a transformação digital não é mais suficiente. Uma empresa que se dê por satisfeita após “se transformar” em breve estará sendo deixada novamente para trás. Trata-se de um processo infinito e dinâmico, que exige um novo jeito de fazer amparado pelas tecnologias digitais.

O que determina a evolução digital?

É principalmente a capacidade de criar e evoluir produtos digitais em ciclos muito mais rápidos que no passado. Na Dextra, temos um conjunto de metodologias que nos amparam nesse objetivo – e que pretendo detalhar em um próximo artigo.
O objetivo desses métodos e práticas, impulsionados pelo conceito de Transformação Digital, é principalmente tornar as organizações aptas a se adaptarem e enfrentarem os riscos existenciais que as perseguem – e que nunca deixarão de existir.

 

*Por Bill Coutinho, diretor de inovação da Dextra.

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