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InnA: projeto de inovação selecionado mira mercado internacional

Por: Dextra, novembro 10, 2020

Innovation Area da Dextra estimula colaboradores a apresentarem suas ideias inovadoras. O Squad for Startups, projeto do executivo de vendas Júlio César Quadros, se prepara para aterrissar nos EUA

Quando as inovações fazem parte do DNA de uma organização, elas se manifestam diariamente como ideias nascidas em conversas, reuniões e – quando a pandemia acabar, claro – nos papos de corredor e reuniões para cafezinhos. Encontrar formas de estruturar essas ideias pode fazer muita diferença na estratégia digital de uma empresa, e é exatamente isso que a Dextra fez quando lançou, em julho de 2020, a Innovation Area, ou InnA.

Ela surgiu de diversas iniciativas descentralizadas de inovação. O objetivo é criar um “canal oficial” para as ideias e discussões inovadoras que naturalmente surgem na Dextra, para que assim possam ser avaliadas e, se viáveis, se tornem produtos ou serviços. 

Qualquer pessoa ou equipe que tenha uma sugestão de inovação pode submetê-la à uma equipe de curadoria e a diretoria da Dextra. Elas avaliam e orientam os criadores e, caso a ideia realmente se prove viável, eles recebem recursos para o desenvolvimento de um projeto. 

“O InnA é um programa que surgiu dentro de uma OKR”, explica Nôga Simões, gerente de inovação e marketing internacional da Dextra, referindo-se a um dos objetivos e resultados chave. Nesse caso, transformar a companhia em um hub de inovação. “Todos os colaboradores podem dar ideias que possam se transformar em negócios, desde que atendam alguns requisitos.”

Entre essas restrições estão ideias que obriguem a Dextra a fazer uma spin-off ou criar outra empresa para viabilizar o projeto, por exemplo, ou que mude a essência da companhia (criar produtos digitais). A InnA também não é uma “caixa de sugestões”, lembra Nôga, nem tem a pretensão de criar produtos para o consumidor final (B2C), somente para outras empresas (B2B).

Também faz parte da OKR uma iniciativa chamada Guilda de Inovação e Tendências, série de encontros que busca estimular a apresentação de temas relacionados a inovações de mercado e novas tecnologias. São reuniões abertas que incluem palestras e apresentação de casos. Por ela já passaram Carlos Alberto Jayme, diretor de inovação e Bill Coutinho, diretor de transformação digital, que palestraram sobre o que é inovação para a companhia e trouxeram conceitos recentes de mercado.

Desde então os encontros têm sido realizados todos os meses. Debates sobre inteligência artificial e instant apps fizeram parte da programação. 

Primeira ideia concretizada

A primeira rodada da InnA começou em julho de 2020 com oito ideias inscritas. O processo transcorreu até o fim de setembro. Uma das sugestões foi aprovada e se transformou em um projeto-piloto chamado Squads for Startups, que é uma oferta de squads ágeis voltada ao mercado de startups e que será ofertada primeiramente no mercado internacional.

“Hoje a Dextra é focada no público de grandes empresas, e a ideia é termos ofertas específicas para startups, para que consigam evoluir e escalar produtos”, explica Nôga. “A proposta é contarmos com uma oferta com comunicação voltada para startups e que atinja esse mercado.”

A oferta será feita primeiro internacionalmente por meio da marca global Cinq, e inclui uma campanha para o público dos EUA – país que tem boa aceitação para este tipo de oferta. Em um segundo momento pode também ser lançada no Brasil.

Quem concebeu o Squads for Startups foi o executivo de vendas Júlio César Quadros. O processo de aprovação da ideia incluiu um pitch para o comitê do InnA, formado por 12 pessoas de várias áreas da Dextra. Após ajustes, uma segunda apresentação foi feita para os times de marketing e vendas internacionais. “Todo mundo comprou a ideia”, conta Nôga, que faz parte do colegiado.

A oferta também foi submetida ao programa de inovação da Mutant (Mila – Mutant Innovation Lab) – existe a possibilidade dele ser ofertado em uma estratégia que envolva todo o Grupo. “O feedback foi positivo. Até por ele [o autor da ideia] ser da área de negócios, fez uma apresentação bem estruturada, certeira, analisando bem os competidores, o mercado etc.”, conta a gerente.

O detalhamento de uma ideia é importante para quem pensa em submetê-la ao comitê do InnA. Referências do projeto, incluindo tecnologias envolvidas, possíveis concorrentes e clientes potenciais facilitam a avaliação e curadoria. Quanto mais informações o “dono” da ideia conseguir fornecer, mais fácil fica validar a ideia.

Futuro da iniciativa

Tornar o InnA parte da cultura da Dextra faz parte dos objetivos futuros da OKR. A iniciativa já é apresentada a todos os novos funcionários da empresa, durante o processo de integração. Funcionários mais antigos também são periodicamente lembrados por iniciativas de comunicação interna.

A ideia é que o InnA seja um processo contínuo, e que trimestralmente avalie e faça devolutivas das ideias apresentadas.

“É algo muito cultural, buscamos demonstrar que a inovação pode ser simples. Não precisa ser o Steve Jobs, todo mundo é criativo”, pondera Nôga, que ressalta: não só a Dextra ganha com o InnA, mas também os clientes, que contarão com produtos e serviços digitais cada vez mais inovadores em suas estratégias, com novos métodos e propostas de soluções.

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