Carreira

“O Corpo Fala” também no mundo corporativo

Por: William Silva do Carmo, outubro 15, 2021

Você provavelmente já ouviu falar em um livro chamado "O Corpo Fala". Ele foi publicado na década de 80, pelos psicólogos Roland Tompakov e Pierre Weil, e faz até hoje um grande sucesso.

Antes de tudo, vou considerar que tenho aqui um combinado contigo, de que você lerá o livro um dia, certo? Até porque a sua leitura é curta e vale muito a pena!

Dado isso, já adianto que a ideia aqui não é fazer um resumo, e sim tentar traçar um paralelo entre alguns conceitos do livro, e a aplicação deles no nosso mundinho corporativo, seja no "velho normal" das relações presenciais e reuniões clássicas, seja na realidade atual dos contatos majoritariamente virtuais.

Vamos portanto para um breve contexto sobre o livro. Ele usa a alegoria de uma esfinge (composta por corpo de boi, tórax de leão e cabeça de águia) para representar cada parte do nosso eu físico/psicológico da seguinte forma:

  • Boi -> abdômen -> nossos instintos
  • Leão -> Tórax -> nossas emoções
  • Águia -> Cabeça -> nossa razão

 

No decorrer do livro essa alegoria faz muito sentido e conversa muito bem com a teoria, em situações como por exemplo: o homem que enche o abdômen de ar quando está prestes a se entregar à gula e se empanturrar no churrasco da família (boi), ou o rapaz que estufa o peito ao tentar se impor em uma situação de competição, flerte ou vaidade (leão), ou ainda alguém que abaixa a cabeça em uma situação de descontrole mental, como desânimo ou tristeza (águia).

Dentro desta gigantesca teia de relações que o livro faz entre o que sentimos e o que demonstramos, senti que dá para traçar um paralelo muito útil com nosso dia a dia como profissionais, já que somos bombardeados por situações das mais variadas naturezas: visita a um potencial cliente para vender um produto/serviço, reunião com um membro do time para dar ou pedir um feedback, entrevista para um novo emprego, entre outras.

Desta forma, vou elencar abaixo os sinais, movimentos ou ações que podem te ajudar ou atrapalhar em situações como essas. Ah, e para aproveitar ao máximo a sua atenção, tentarei evitar os mais óbvios (afinal, todos sabemos que cabeça baixa nunca é bom né?). Vamos lá?

  • Manter a cabeça exageradamente alta ou empinada, apesar de não chamar tanta atenção quanto a cabeça baixa, também é algo a se evitar, pois pode prejudicar imagem que você passa, como alguém com excesso de confiança ou até mesmo arrogante;
  • Algo muito parecido pode ser aplicado aos ombros... a contração exagerada deles é bem visível (e desanimadora);
  • Aquele gesto clássico de repousar o queixo sobre nossas mãos, aliado a um olhar atento a quem fala, pode dar uma ideia de alegria e interesse no que está sendo falado, o que pode ser muito bom em diversas reuniões;

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