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Entenda os benefícios do Open Banking

Por: Dextra, junho 16, 2021

Você está plenamente satisfeito com a internet banking da instituição da qual é correntista? Já teve problemas ao solicitar empréstimos após ter trocado de banco? Acha complicado ter diversos aplicativos para acompanhar seus investimentos? Se você respondeu sim à maioria das perguntas, saiba que a ideia do Open Banking pode, e vai, mudar completamente a sua realidade — para melhor, é claro!

Com a revolução industrial 4.0, somos constantemente bombardeados por inovações em diferentes campos, inclusive no financeiro. Um grande exemplo são as fintechs, que proporcionam mais autonomia às pessoas e promovem diversos modelos de negócio. Continue com a leitura e entenda mais sobre o assunto!

O que é o Open Banking?

O Open Banking é um conjunto de regras e tecnologias baseado na premissa de que os dados bancários são dos clientes, não das instituições. “Isso faz com que as instituições tenham que deixar essas informações abertas para as outras. Até porque, esse material não é de propriedade do banco e, sim, do cliente”, explica Renan Rossi, que é especialista em soluções digitais na Dextra.

Ou seja, outras instituições podem ter acesso aos dados dos clientes para otimizar suas operações financeiras. “O banco terá que fazer uma camada de comunicação com outras instituições, cedendo a chance de consultar o extrato de um correntista, visualizar seus dados pessoais, investimentos, entre outras informações”, afirma o especialista.

Essa possibilidade se deve às APIs abertas — sigla em inglês para interface de programação de aplicações. Com isso, novos modelos de negócio podem surgir, transformando um mercado que até então era bastante fechado e tradicional.

Quais são as vantagens do Open Banking?

Com o Open Banking, você, como correntista, passa a ser mais empoderado, sem precisar ficar preso às regras de uma determinada instituição financeira. Veja a seguir as principais vantagens desse modelo.

Experiência do usuário facilitada

Uma vez que você não é mais dependente de uma instituição, você pode selecionar as melhores condições para cada serviço financeiro que deseja obter. “O Open banking permite que as pessoas participem de um ecossistema de aplicações independentes criadas por desenvolvedores que podem unificar os melhores serviços em um mesmo canal.”, diz Renan Rossi.

Na prática, você pode contar, por exemplo, com um aplicativo centralizado que mostre seu empréstimo em uma instituição, sua poupança em outra, sua conta corrente em uma terceira e assim por diante.

Por fim, há a facilidade de obter seu score para realização de empréstimos. Isso porque seu histórico de transações estará disponível para visualização de todas as instituições financeiras, evitando a necessidade de recorrer a um bureau de crédito para confirmação da sua pontuação e posterior liberação de créditos.

Competição mais acirrada

As grandes instituições bancárias no Brasil enfrentam pouca competição, fato que tem mudado aos poucos com os bancos digitais. Porém, a partir das novas soluções criadas com o Open Banking, a disputa se acirra. Como resultado, novos produtos, mais funcionais, devem chegar ao mercado, beneficiando os clientes.

Menores custos

As APIs abertas, citadas acima, viabilizam a existência de sistemas integrados. Como vantagem, torna-se possível cortar intermediários, dando origem a processos mais eficientes e menos custosos.

Que novos modelos de negócio podem surgir?

O Open Banking oferece uma infinidade de cenários quanto à flexibilização de operações financeiras. Na prática, isso pode gerar modelos de negócio variados para fintechs e desenvolvedores em geral. O maior exemplo são as redes especializadas em juntar o melhor de cada banco para os clientes.

Existe algum risco?

É preciso esclarecer que os riscos advindos com o Open banking são os mesmos que existem hoje ao trocar dados na internet de um modo geral. Isso acontece quando desenvolvedores deixam brechas de segurança em sites ou aplicativos.

“Isso pode até aumentar por haver mais aplicações em uso. Mas, quando se opta por boas práticas de desenvolvimento, não existem contratempos de segurança”, sinaliza o especialista da Dextra.

Renan ainda destaca uma situação que merece atenção. Imagine que o seu banco liberou uma informação é um desenvolvedor terceiro fez uma aplicação para consulta dos dados que acabou sendo hackeada. Nesse caso, quem deve ser responsabilizado: o banco ou o terceiro? Isso precisa ser avaliado com cautela, sendo que o governo deve criar regulamentações para proteger o usuário final.

É importante salientar que o Open Banking no Brasil funcionará sob a regulação do Banco Central e  também segue a Lei Geral de Proteção de Dados (n° 13.709/2018).

Como está a regulamentação no Brasil?

Após atualizações do Banco Central do Brasil, o processo regulatório terá início em 01/02/21, será concluído em Dezembro de 2021, sendo dividido em 4 fases.

  • Fase 1: 01/02/21 - As Instituições financeiras irão compartilhar entre si, ainda sem a participação dos clientes;
  • Fase 2: 15/07/2021 - As Instituições financeiras compartilharão dados cadastrais de clientes e as primeiras informações referentes a conta corrente, tarifas, etc;
  • Fase 3: 30/08/2021 - Início dos serviços de iniciação transação de pagamento e compartilhamento do histórico;
  • Fase 4: 15/12/2021 - Demais informações como previdência, câmbio, serviços de credenciamento, etc.

 

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