Cultura Ágil

Qual foi a palavra do ano de 2020?

Por: Katy Magalhães, dezembro 15, 2020

Nesse ano maluco que está finalizando, podemos citar várias palavras. Algumas delas: coronavírus, covid-19, pandemia, quarentena, isolamento, máscara, crise, recessão, home office.

A minha palavra do ano em 2020 é ADAPTAÇÃO. Tive que adaptar a minha rotina, a minha casa, a interação com a minha família e amigos, mas sobretudo, tive que adaptar a minha forma de trabalho. Tive que me reinventar muitas vezes durante esse ano e esse processo foi muito desafiador e estimulante. Esse processo foi fantástico!

Há alguns anos internalizei que a disciplina de Agilidade, a qual hoje em dia sou completamente apaixonada, é sinônimo de Adaptação. E como pude aplicar isso neste ano!

AGILIDADE = ADAPTAÇÃO

O conhecimento sempre será a minha fonte e acredito que é essencial você dominar a teoria para então decidir conscientemente o que pode ser adaptado. No entanto, sempre coloco a adaptação acima de qualquer framework, livro, teoria ou pensamento. E parafraseando o que li há muito tempo atrás, no livro Lessons Learning in Software Testing: “Não acredito em boas práticas. Acredito em práticas que funcionam em determinados contextos”. 

Isso tem me perseguido nesses anos como um mantra. 

E neste ano maluco de 2020, gostaria de destacar dois episódios marcantes (no contexto profissional), um pelo impacto que me trouxe e outro por ter sido bem recente:

  1. Descobri o conceito de “Scaffolding no mundo de Agilidade e isso foi libertador: entendi (de uma vez por todas!) que eu preciso olhar para a estrutura e a história do meu cliente e das pessoas que vão trabalhar comigo antes de sugerir qualquer mudança. Muitas vezes é melhor se ADAPTAR ao que já está construído e apenas colocar andaimes (scaffolding) do que fazer uma implosão e começar do zero;

Andaimes no Big Ben – Londres. Fonte: Reuters

Ao rodar uma Lean Inception para chegar a um MVP, fizemos, como grupo, várias adaptações: a começar pelo “produto”, que não era um software, mas sim um processo; otimizamos o tempo (de 5 dias inteiros para 10 horas); usamos uma sala virtual e não uma sala física; abrimos mãos de algumas fases, simplificando o processo; fizemos algumas tarefas de forma assíncrona; ao invés de avaliarmos esforço (E), negócio ($) e UX (?), avaliamos o Valor (?) e Nível de Confiança (?). E chegamos a um resultado bem legal. Foi um super aprendizado!

E é por isso que sempre que compartilho uma experiência, tenho o cuidado de dizer: “Atenção: isso funcionou pra esse contexto específico e funcionou comigo e com as demais pessoas que estavam envolvidas.” Pois é, pessoas! Cada cliente, cada pessoa do seu time vai reagir de uma maneira diferente. E que bom, não é mesmo? Portanto, meu conselho é: adapte-se!

E aí, qual foi a sua palavra do ano de 2020?


 Lessons Learned in Software Testing: A Context-Driven Approach por Cem Kaner, James Bach e Bret Pettichord
Brief, Sense & Design: A contextualização da agilidade nos negócios por Alexandre Magno. Disponível em: https://medium.com/emergee/brief-sense-design-a-contextualiza%C3%A7%C3%A3o-da-agilidade-nos-neg%C3%B3cios-679b6bf2e9b8
Lean Inception por Paulo Caroli. Disponível em: https://www.caroli.org/livro/lean-inception/
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